12/02/2026
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Adoçante dental e o risco que poucos conhecem –

Adoçante dental: O risco fatal que poucos conhecem

Nos últimos tempos, o xilitol virou moda nas prateleiras. Ele está presente em gomas de mascar, balas, pastilhas, bebidas e até em cremes dentais. Isso acontece porque ele tem sabor doce e poucas calorias, além de ajudar a prevenir cáries. Mas agora, surgiu um alerta que pode fazer a gente olhar para esse adoçante de forma diferente.

Uma pesquisa publicada recentemente acendeu um sinal de alerta: o consumo excessivo de xilitol pode estar ligado a problemas cardíacos sérios, como infartos e derrames. Muitas pessoas não imaginavam esse risco quando passaram a usar o xilitol na dieta.

Se você consome produtos “sem açúcar” com frequência, é bom entender essa nova polêmica sobre o xilitol e por que os especialistas estão recomendando cautela.

O estudo que ligou o xilitol ao risco cardiovascular

Um estudo, liderado pelo cientista Stanley Hazen, analisou cerca de 3 mil pessoas e revelou um dado alarmante: quem tem níveis altos de xilitol no sangue quase dobra a chance de ter problemas no coração em comparação com quem tem níveis mais baixos.

A questão central é que o xilitol aumenta a viscosidade do sangue, favorecendo a formação de coágulos. Esses coágulos podem bloquear artérias e causar complicações graves, como infartos e AVCs.

Hazen ressaltou que isso é preocupante, pois nunca tivemos níveis tão altos desse adoçante como hoje, refletindo o seu uso crescente em alimentos e produtos de higiene.

Nem todos os especialistas concordam: as ponderações sobre o estudo

Apesar do alerta, alguns cientistas pedem cautela antes de apontar o xilitol como o “vilão”. Pesquisadores da Universidade de Oslo lembram que o estudo não levou em conta fatores importantes, como o IMC dos participantes, que podem impactar os resultados.

Outro ponto é que o corpo humano já produz pequenas quantidades de xilitol, complicando nossa análise dos efeitos do consumo externo.

Por isso, a recomendação não é cortar o xilitol de vez, mas sim moderar o consumo e ter cuidado, especialmente para quem usa esses produtos com frequência, como diabéticos e quem está em dietas de restrição.

Como reduzir o risco e usar o xilitol de forma consciente

Para quem quer continuar aproveitando os benefícios do xilitol sem se expor a riscos, a chave é o equilíbrio. O primeiro passo é ler os rótulos dos produtos. Muitos alimentos “sem açúcar” ou “zero” têm xilitol em quantidades que, somadas, ultrapassam os níveis recomendados.

Quanto aos cremes dentais, eles costumam ter pouco xilitol, o que não representa um grande risco. A preocupação maior está nos alimentos, como gomas de mascar, doces e bebidas adoçadas.

A dica dos especialistas é diversificar as fontes de adoçantes e buscar alternativas naturais, claro, sempre com ajuda profissional. Além disso, uma dieta equilibrada e menos industrializada pode diminuir a necessidade de adoçantes.

Enquanto estudos mais profundos estão em andamento, fica o alerta: nem tudo que é rotulado como “mais saudável” é livre de riscos. A moderação continua sendo essencial para quem busca uma vida saudável e segura.

Sobre o autor: Mauricio Nakamura

Administrador de empresas, formado em administração pela Universidade Federal do Paraná, Maurício Nakamura começou sua carreira sendo estagiário em uma empresa de contabilidade. Apaixonado por escrever, ele se dedica em ser um dos editores chefe do site STE (Setor Energético), onde pode ensinar outros aspirantes à arte de se especializar no mundo da administração.

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