O novo documentário da Netflix, Kidnapped: Elizabeth Smart, tem atraído a atenção do público e da crítica, alcançando uma notável pontuação perfeita de 100% no Tomatômetro do Rotten Tomatoes. O filme, lançado em 21 de janeiro, oferece a Elizabeth Smart a oportunidade de narrar sua angustiante experiência de sequestro aos 14 anos, permitindo que o público compreenda não apenas os horrores que enfrentou, mas também sua resiliência e determinação em se tornar uma defensora da segurança infantil.
No dia 5 de junho de 2002, Elizabeth foi sequestrada à força em sua casa em Salt Lake City, enquanto sua irmã mais nova, Mary Katherine, estava presente. Durante os nove meses em que esteve em cativeiro, Elizabeth foi mantida sob a custódia de Brian David Mitchell e sua esposa, Wanda Barzee, que a abusaram e aterrorizavam. O documentário explora esses momentos sombrios e as consequências psicológicas que Elizabeth enfrentou.
O filme destaca a luta da família Smart, que nunca perdeu a esperança de encontrar Elizabeth, mesmo quando o público começou a desistir. Mary Katherine, que reconheceu a voz do sequestrador como alguém que havia trabalhado na casa da família, desempenhou um papel crucial na investigação. Após meses de busca, Elizabeth foi finalmente encontrada, e seus sequestradores foram identificados e condenados. Mitchell cumpre pena de prisão perpétua, enquanto Barzee foi liberada em 2018 após cumprir uma sentença de 15 anos.
As críticas ao documentário têm sido amplamente positivas, com muitos elogiando a coragem de Smart em compartilhar sua história. A jornalista Lucy Mangan, do The Guardian, ressaltou a mensagem de desassociação da vergonha que permeia o relato de Elizabeth. “Ela explica de forma clara sua extraordinária dor e os efeitos psicológicos do medo intenso nas mãos de um homem violento e sua cúmplice, e coloca a responsabilidade de volta em Mitchell”, escreveu Mangan.
Além disso, Glenn Kenny, do The New York Times, destacou a força emocional da narrativa de Smart. Ele descreveu sua testificação em câmera como devastadora, com Elizabeth expressando a esperança de que, se conseguisse resistir, alguém a salvaria. “É comovente. Mas sua resiliência e um humor surpreendente também se destacam. O fato de sua vida ter voltado ao normal, com um marido e filhos, acrescenta outra dimensão ao seu milagre”, afirmou Kenny.
Atualmente, Elizabeth Smart, agora com 38 anos e mãe de três filhos, se dedica ativamente à defesa dos direitos das crianças e à conscientização sobre segurança. Sua participação no documentário é vista como uma forma de retomar o controle sobre sua narrativa e transformar um evento traumático em uma mensagem de esperança e superação.
Com um enfoque na força da vítima e no impacto de sua história, Kidnapped: Elizabeth Smart não apenas reconta um crime que chocou o país, mas também serve como um testemunho da resiliência humana e da capacidade de recuperação diante da adversidade.

