09/02/2026
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Raízen busca R$ 20 bi para reestruturação financeira

Raízen busca R$ 20 bi para reestruturação financeira

A Raízen, uma joint-venture formada pela Cosan e pela Shell, enfrenta um desafio financeiro significativo. Com uma dívida acumulada que atinge impressionantes R$ 70 bilhões, a empresa tem lidado com a pesada carga de juros, que soma R$ 7,5 bilhões anualmente apenas para a rolagem desse passivo. Em meio a essa situação, o novo diretor financeiro, Lorival Luz, que assumiu o cargo em dezembro, está em busca de soluções para reestruturar a companhia.

De acordo com informações obtidas em conversas entre Luz e financistas, a Raízen precisaria de um aporte de R$ 20 bilhões para iniciar o processo de reestruturação. Este valor é considerado essencial para que a empresa consiga aliviar sua situação financeira e retomar um caminho de crescimento sustentável. A proposta inicial sugere que metade desse montante seja aportada pelos controladores da empresa, ou seja, Cosan e Shell, enquanto a outra metade viria de captações no mercado.

No entanto, um dos principais obstáculos enfrentados pela Raízen é a relutância de seus acionistas controladores em se comprometer com o aporte necessário. Até o momento, tanto a Shell quanto a Cosan não demonstraram disposição para seguir adiante com essa estratégia de reestruturação. A falta de apoio financeiro por parte dos controladores pode impactar gravemente a viabilidade da empresa a curto e médio prazo.

A situação da Raízen é emblemática de um setor que enfrenta desafios substanciais, especialmente em um cenário econômico volátil. A busca por soluções que garantam a recuperação financeira é uma prioridade para a diretoria, que está ciente de que a saúde financeira da companhia não é apenas uma questão interna, mas também um reflexo das condições do mercado e das decisões estratégicas tomadas pelos seus acionistas.

O cenário atual levanta questões sobre a estabilidade da joint-venture e o futuro de suas operações. Com uma dívida tão elevada, a Raízen deve agir rapidamente para evitar que a situação se agrave, o que poderia resultar em repercussões negativas não apenas para a empresa, mas também para o mercado em que atua.

As próximas semanas serão cruciais para a Raízen. A decisão de seus controladores em investir ou não na reestruturação será determinante para o futuro da empresa. A expectativa é de que haja um avanço nas negociações, pois a necessidade de um plano sólido de reestruturação é inegável. O monitoramento das movimentações financeiras e das declarações dos acionistas será essencial para entender os próximos passos da Raízen neste cenário desafiador.

Sobre o autor: Mauricio Nakamura

Administrador de empresas, formado em administração pela Universidade Federal do Paraná, Maurício Nakamura começou sua carreira sendo estagiário em uma empresa de contabilidade. Apaixonado por escrever, ele se dedica em ser um dos editores chefe do site STE (Setor Energético), onde pode ensinar outros aspirantes à arte de se especializar no mundo da administração.

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