10/02/2026
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Pesadelo de patinador olímpico: música dos Minions em foco

Pesadelo de patinador olímpico: música dos Minions em foco

Minions e os Desafios da Música nos Jogos Olímpicos

Recentemente, a música dos “Minions” trouxe à tona um problema que vem atormentando os patinadores artísticos: a questão dos direitos autorais. O espanhol Tomas-Llorenc Guarino Sabate anunciou que não poderá usar sua coreografia baseada na trilha sonora do filme “Minions” na competição que se aproxima nos Jogos Olímpicos de Milano Cortina. Em uma declaração, Sabate expressou que recebeu a notícia de que sua apresentação não tinha a devida autorização para uso, o que o forçará a improvisar às vésperas de um dos eventos mais importantes de sua carreira.

Embora não seja um favorito para a medalha, o patinador conquistou o público com sua performance divertida, em que se vestia de maneira a representar os icônicos personagens do filme. Com apenas dias restantes até a abertura das Olimpíadas, Sabate agora terá que retornar a um de seus programas antigos. O problema se agrava, pois ele já utilizou a música de sua apresentação anterior em outra performance nesta temporada, o que o deixará em uma situação delicada de patinar com a mesma trilha sonora em duas ocasiões.

O Desdobramento dos Direitos Autorais no Patinação Artística

A questão dos direitos autorais na patinação artística se tornou mais complexa desde que a International Skating Union (ISU) permitiu o uso de músicas com letras em 2014. Antes dessa mudança, a maioria das músicas clássicas, que eram frequentemente utilizadas, estava em domínio público, facilitando a vida dos patinadores. Contudo, a nova regra introduziu uma série de complicações, especialmente com o uso de músicas contemporâneas, que frequentemente não estão disponíveis para uso sem autorização.

Um exemplo recente desse desafio ocorreu durante os Jogos Olímpicos de Beijing 2022, quando os patinadores americanos Alexa Knierim e Brandon Frazier enfrentaram processos judiciais por utilizar uma versão não autorizada de “House of the Rising Sun”. A banda que fez a versão alegou que não havia dado permissão para o uso da música, resultando em uma série de complicações legais.

Esforços para Simplificar o Processo de Autorização

Nos últimos anos, a ISU e as federações nacionais têm trabalhado para desenvolver sistemas que ajudem os patinadores a obter as devidas permissões para uso musical. No entanto, o processo ainda é considerado confuso. Sabate afirmou ter seguido o procedimento para a autorização de sua música através de um sistema chamado ClicknClear, mas mesmo assim acabou se deparando com problemas.

A ISU reconheceu a situação de Sabate e afirmou que está trabalhando em parceria com os stakeholders envolvidos na autorização de direitos musicais, embora não mantenha um relacionamento contratual direto com o ClicknClear. O presidente da ISU, Jae Youl Kim, enfatizou a complexidade do assunto, principalmente em relação às mídias sociais, e expressou a intenção de encontrar uma solução. “Estamos engajados com as empresas de música, que também desejam resolver esta questão,” disse Kim.

Enquanto isso, a responsabilidade pela clareza na escolha musical recai sobre os próprios patinadores. A U.S. Figure Skating tem colaborado com organizações como ASCAP e BMI para garantir que os atletas estejam cientes dos requisitos para o uso de música. Uma ferramenta disponível para os patinadores é o Songview, um banco de dados que fornece informações detalhadas sobre a propriedade dos direitos autorais das músicas.

Conclusão

A situação de Tomas-Llorenc Guarino Sabate destaca os desafios enfrentados pelos patinadores artísticos na era moderna, onde a música desempenha um papel crucial nas performances. À medida que os Jogos Olímpicos se aproximam, a comunidade do patinação artística aguarda ansiosamente por soluções que possam simplificar o processo de autorização musical, permitindo que os atletas se concentrem em suas apresentações, sem o peso das incertezas legais.

Sobre o autor: Mauricio Nakamura

Administrador de empresas, formado em administração pela Universidade Federal do Paraná, Maurício Nakamura começou sua carreira sendo estagiário em uma empresa de contabilidade. Apaixonado por escrever, ele se dedica em ser um dos editores chefe do site STE (Setor Energético), onde pode ensinar outros aspirantes à arte de se especializar no mundo da administração.

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