11/02/2026
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Metrô SP: Metroviários entram em greve após mobilização

Metrô SP: Metroviários entram em greve após mobilização

Na manhã desta terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, os metroviários de São Paulo iniciaram uma mobilização que pode culminar em uma greve, após a categoria ter aprovado o estado de greve na semana anterior. Os trabalhadores trocaram seus uniformes por camisetas do sindicato, que expressam a luta por reajustes salariais e a discussão sobre um plano de carreira.

A próxima assembleia da categoria está marcada para esta quarta-feira, 11 de fevereiro, embora não tenha sido anunciado se a votação sobre a aprovação da greve ocorrerá. Tentativas de contato com a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) não obtiveram resposta até o momento, e o mesmo se aplica ao sindicato dos metroviários, que não se manifestou até a publicação desta matéria.

Os representantes sindicais ressaltam que a defasagem salarial entre os trabalhadores que desempenham funções similares é um dos principais pontos de reivindicação. Além disso, eles pedem mais contratações por meio de concurso público e criticam as práticas de terceirização adotadas pela empresa.

“Além de pressionar pela abertura de negociação, a mobilização também é para pressionar pelo pagamento dos steps para todos”, afirmou um comunicado emitido pelo sindicato. Os “steps” referem-se aos reajustes salariais que visam equiparar os salários de funcionários que realizam as mesmas funções.

Outra preocupação levantada pela categoria é a implementação de planos de demissão incentivada e voluntária, que não têm sido seguidos de reposição dos quadros de funcionários. O estado de greve, porém, não implica em paralisação imediata dos serviços. Para que isso ocorra, uma nova assembleia deve aprovar o início da greve, e ainda não há data definida para essa votação.

Histórico de Greves no Metrô de São Paulo

O Metrô de São Paulo tem um histórico de greves que variam em duração e motivos. Nos últimos dez anos, as paralisações foram motivadas por diversas questões, incluindo reajustes salariais e protestos contra reformas governamentais.

Em junho de 2014, ocorreu a maior greve dos últimos dez anos, que durou cinco dias e resultou na demissão de 42 funcionários após uma negociação tensa. Em março de 2017, o Metrô parou em meio a protestos contra reformas do governo à época. Duas greves gerais também mobilizaram os trabalhadores em 2017 e 2018, sendo que em 2019, uma paralisação de um dia foi realizada em protesto contra a reforma da Previdência.

Mais recentemente, em julho de 2020, uma greve por reivindicações salariais foi interrompida após uma proposta de governo ser apresentada em cima da hora. Em maio de 2021, uma nova greve durou um dia, motivada pela ausência de representantes do governo em uma audiência de conciliação.

As mobilizações dos metroviários refletem não apenas as condições de trabalho e remuneração, mas também a luta contínua por direitos e melhores condições na prestação de serviços essenciais à população de São Paulo. A expectativa é que as discussões na assembleia desta quarta-feira possam direcionar os próximos passos da categoria.

Sobre o autor: Mauricio Nakamura

Administrador de empresas, formado em administração pela Universidade Federal do Paraná, Maurício Nakamura começou sua carreira sendo estagiário em uma empresa de contabilidade. Apaixonado por escrever, ele se dedica em ser um dos editores chefe do site STE (Setor Energético), onde pode ensinar outros aspirantes à arte de se especializar no mundo da administração.

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