O psiquiatra Augusto Cury, autor conhecido por seus livros, anunciou uma pré-candidatura à Presidência da República nesta quarta-feira, 4 de março, em São Paulo. No entanto, ele ainda não está filiado a nenhum partido político.
Em coletiva de imprensa, Cury declarou que “gostaria de ser procurado por partidos” para conversar “sobre projetos, e não sobre ideologias”. Ele reforçou essa posição em suas redes sociais.
“Queridos amigos, eu não amo o poder e não preciso do poder. Mas me colocar como possível pré-candidato à Presidência da República em 2026 é uma doação a este país pelo qual sou apaixonado: o Brasil”, escreveu.
Ele completou dizendo que sua candidatura só será possível se um partido o convidar, pois deseja fazer uma “política de Estado, e não de partidos”. Caso não haja abertura para o diálogo, a pré-candidatura não se viabilizará.
Durante o anúncio, Cury afirmou ter uma trajetória como “construtor de conhecimento”, com livros publicados em 90 países. Ele mencionou que algumas editoras o consideram o psiquiatra mais lido do mundo e o autor mais lido do Brasil.
“Isso não me faz melhor nem maior do que ninguém, pelo contrário, aumenta a minha responsabilidade como ser humano e como ator social”, disse.
Na ocasião, o psiquiatra enviou um abraço ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e aos governadores Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, Ronaldo Caiado (PSD), de Goiás, e Ratinho Júnior (PSD), do Paraná, todos citados como outros pré-candidatos.
Ele se justificou, dizendo-se um “pacificador”. “Eu sou um pacificador, amo a pacificação, e para mim concorrer ou colocar meu nome à disposição como possível pré-candidato é doação”, afirmou.
Cury também disse que para ele “só é digno do poder quem se curva diante da sociedade para servi-la”. Ele revelou que a possibilidade de entrar na política já causou crise em sua família no passado, mas que agora vê uma oportunidade.
O autor divulgou uma carta aberta à sociedade com um “projeto de Brasil de 2027 a 2050”. Entre as propostas está uma reforma no Supremo Tribunal Federal (STF), com a instituição de mandatos para os ministros.
Ele também sugere uma transição para o semipresidencialismo no país. O plano defende investimentos na formação de especialistas em inteligência artificial e robótica.
Outros pontos incluem dobrar a produção agropecuária, políticas de investimento em industrialização, regularização fundiária e ensino profissionalizante para adolescentes.
Ao final da carta, Augusto Cury elenca seus princípios. Ele se diz defensor da família, da propriedade privada, da liberdade de expressão e se declara contra o radicalismo.
A movimentação de Augusto Cury ocorre em um período de ajustes partidários para as próximas eleições. Recentemente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reconheceu a desfiliação de uma deputada que acusou a família Barbalho de perseguição no MDB, ilustrando a dinâmica de mudanças e alinhamentos no cenário político atual.
