Um advogado com nanismo afirma ter sido discriminado durante o teste de aptidão física para o cargo de delegado da Polícia Civil em Minas Gerais.
O candidato, Matheus Menezes, diz que pediu adaptação no exame físico por causa de sua condição, mas foi eliminado nesta etapa. A Polícia Civil de Minas Gerais informou que os critérios seguem o que está previsto no edital do concurso.
Após divulgar o caso, Matheus declarou que recebeu mensagens de apoio. Ele acredita que a repercussão encorajou outras pessoas com deficiência a lutarem por seus direitos.
“Graças a Deus a repercussão foi positiva e muita gente se sentiu encorajada em seguir atrás do sonho depois do que eu fiz. Foi muito bom a minha voz ter sido influenciada positivamente”, disse ele.
O advogado afirmou que o sonho de se tornar delegado permanece, mesmo após a eliminação. “Ser delegado é o maior sonho da minha vida. Não vai ser o meu tamanho que vai impedir isso. Quero essa carreira porque sempre tive vontade de trabalhar na área, investigando e combatendo o crime”, completou.
Matheus também informou que já ingressou com um processo na Justiça sobre o caso. “O processo está na Justiça aguardando decisão. Torço para que a justiça seja feita”, finalizou.
Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais disse que o candidato foi aprovado nas provas objetiva, discursiva, oral e nos exames biomédicos, porém foi considerado inapto nos exames biofísicos. A corporação explicou que os testes físicos estão previstos no edital e servem para verificar condições compatíveis com as atividades do cargo.
A instituição afirmou que o concurso segue as regras legais e que candidatos com deficiência podem participar, desde que atendam aos critérios estabelecidos. A nota destacou que os critérios do edital são aplicados a todos e que a exigência de aptidão física está prevista na legislação da carreira policial.
Segundo a Polícia Civil, os testes visam garantir que os futuros delegados tenham condições para atividades operacionais, como investigações e cumprimento de ordens judiciais.
A Fundação Getulio Vargas, organizadora do concurso, também se pronunciou. “A Fundação Getulio Vargas informa que, em observância à opção estabelecida pela Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (PCMG), o Edital de Convocação para os Exames Biofísicos, publicado em 09/01/2026, previu expressamente que não haveria adaptação dessa etapa às condições individuais dos candidatos”, disse a nota.
“Conforme disposto no item 1.19 do referido edital, os exames biofísicos foram realizados nas mesmas condições para todos os candidatos, em conformidade com as regras previamente estabelecidas no certame”, completou a FGV.
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