05/03/2026
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Augusto Cury busca partido para Presidência

O psiquiatra Augusto Cury, autor conhecido por seus livros, anunciou uma pré-candidatura à Presidência da República nesta quarta-feira, 4 de março, em São Paulo. No entanto, ele ainda não está filiado a nenhum partido político.

Em coletiva de imprensa, Cury declarou que “gostaria de ser procurado por partidos” para conversar “sobre projetos, e não sobre ideologias”. Ele reforçou essa posição em suas redes sociais.

“Queridos amigos, eu não amo o poder e não preciso do poder. Mas me colocar como possível pré-candidato à Presidência da República em 2026 é uma doação a este país pelo qual sou apaixonado: o Brasil”, escreveu.

Ele completou dizendo que sua candidatura só será possível se um partido o convidar, pois deseja fazer uma “política de Estado, e não de partidos”. Caso não haja abertura para o diálogo, a pré-candidatura não se viabilizará.

Durante o anúncio, Cury afirmou ter uma trajetória como “construtor de conhecimento”, com livros publicados em 90 países. Ele mencionou que algumas editoras o consideram o psiquiatra mais lido do mundo e o autor mais lido do Brasil.

“Isso não me faz melhor nem maior do que ninguém, pelo contrário, aumenta a minha responsabilidade como ser humano e como ator social”, disse.

Na ocasião, o psiquiatra enviou um abraço ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e aos governadores Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, Ronaldo Caiado (PSD), de Goiás, e Ratinho Júnior (PSD), do Paraná, todos citados como outros pré-candidatos.

Ele se justificou, dizendo-se um “pacificador”. “Eu sou um pacificador, amo a pacificação, e para mim concorrer ou colocar meu nome à disposição como possível pré-candidato é doação”, afirmou.

Cury também disse que para ele “só é digno do poder quem se curva diante da sociedade para servi-la”. Ele revelou que a possibilidade de entrar na política já causou crise em sua família no passado, mas que agora vê uma oportunidade.

O autor divulgou uma carta aberta à sociedade com um “projeto de Brasil de 2027 a 2050”. Entre as propostas está uma reforma no Supremo Tribunal Federal (STF), com a instituição de mandatos para os ministros.

Ele também sugere uma transição para o semipresidencialismo no país. O plano defende investimentos na formação de especialistas em inteligência artificial e robótica.

Outros pontos incluem dobrar a produção agropecuária, políticas de investimento em industrialização, regularização fundiária e ensino profissionalizante para adolescentes.

Ao final da carta, Augusto Cury elenca seus princípios. Ele se diz defensor da família, da propriedade privada, da liberdade de expressão e se declara contra o radicalismo.

A movimentação de Augusto Cury ocorre em um período de ajustes partidários para as próximas eleições. Recentemente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reconheceu a desfiliação de uma deputada que acusou a família Barbalho de perseguição no MDB, ilustrando a dinâmica de mudanças e alinhamentos no cenário político atual.

Sobre o autor: Mauricio Nakamura

Administrador de empresas, formado em administração pela Universidade Federal do Paraná, Maurício Nakamura começou sua carreira sendo estagiário em uma empresa de contabilidade. Apaixonado por escrever, ele se dedica em ser um dos editores chefe do site STE (Setor Energético), onde pode ensinar outros aspirantes à arte de se especializar no mundo da administração.

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