13/03/2026
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Documentos Essenciais Para Viajar Aos EUA: Guia Prático –

Documentos Essenciais Para Viajar Aos EUA: Guia Prático -

Planejar uma viagem para os Estados Unidos envolve mais do que escolher lugares legais e reservar hotéis. É fundamental ter a documentação correta para evitar problemas na imigração.

Para viajar para os EUA em 2025, brasileiros precisam de passaporte válido, visto americano, comprovantes da viagem e seguro viagem. A boa notícia é que não é mais necessário apresentar vacinas contra COVID-19.

Cada documento tem suas peculiaridades e prazos, então não deixe tudo para a última hora. Isso pode complicar o seu planejamento. Aqui, você confere quais são os documentos obrigatórios e recomendados, além de dicas para facilitar sua entrada nos EUA.

Documentos essenciais para entrar nos Estados Unidos

Três documentos são imprescindíveis: um passaporte válido durante toda a viagem, um visto americano conforme o motivo da viagem, ou a autorização ESTA para cidadãos de países que fazem parte do Programa de Isenção de Visto.

Passaporte válido e requisitos de validade

O passaporte brasileiro precisa estar válido durante toda a sua estadia. Ao contrário de outros países, os EUA não pedem aqueles seis meses extras de validade.

Se você tiver dupla nacionalidade, é recomendável sair do Brasil com seu passaporte brasileiro. Ao chegar nos EUA, pode apresentar o outro passaporte, mas fique atento às regras de cada nacionalidade.

#### Situações especiais com passaporte:

– Se tiver um passaporte vencido, mas com visto válido, leve os dois.
– Se renovou o passaporte, o visto do anterior continua válido.
– Na imigração, mostre ambos os passaportes ao oficial.

Os oficiais americanos estão acostumados com essas situações e o processo é tranquilo.

Tipos de visto americano e como solicitar

Brasileiros precisam de visto para entrar nos EUA. O visto de turista (B1/B2) tem validade de 10 anos e custa 185 dólares desde maio de 2023.

#### Como solicitar:

– Preencha o formulário DS-160 online.
– Agende uma entrevista no consulado.
– Pague a taxa consular.
– Compareça à entrevista presencial.

As filas para agendar variam bastante. Em São Paulo, pode levar até 18 meses. Outras cidades, como Brasília e Rio de Janeiro, têm tempos menores, mas é bom se preparar para esperar.

A renovação do visto é mais rápida e não exige entrevista. Você pode renovar até dois anos após o vencimento do visto anterior.

Autorização de viagem ESTA e Programa de Isenção de Visto

O ESTA é para cidadãos de países que fazem parte do Programa de Isenção de Visto (VWP). O Brasil não está incluído, então essa opção não é válida para brasileiros.

Cidadãos de países como Portugal podem solicitar o ESTA, que deve ser pedido pelo menos 72 horas antes da viagem e custa 14 dólares.

#### Alguns países que fazem parte do VWP:

– Portugal
– Espanha
– França
– Reino Unido
– Alemanha
– Itália

Brasileiros naturalizados em algum desses países podem usar o passaporte europeu para pedir o ESTA e ficar até 90 dias nos EUA.

Outros documentos importantes e etapas adicionais para viajar para os EUA

Além do passaporte e visto, é bom ter à mão documentos que provem que você consegue se sustentar, onde vai ficar e que voltará ao Brasil. Isso ajuda muito na imigração.

Comprovante de recursos financeiros para a estadia

Na imigração, podem pedir para você mostrar que tem dinheiro suficiente. Extratos bancários dos últimos três meses costumam ser aceitos. Mostre movimentação regular e saldo adequado ao período da viagem.

Comprovantes de renda podem ser contracheques ou a declaração de imposto de renda. Autônomos podem apresentar extratos de rendimentos constantes.

Cartões de crédito com limite disponível também ajudam. Você pode mostrar o cartão ou um extrato que comprove o limite.

Os valores sugeridos podem variar. Por exemplo, em Nova York, é razoável ter entre 100 e 150 dólares por dia. Em cidades menores, o valor pode ser menor. Esses documentos podem ser digitais, mas ter uma cópia impressa pode ser útil.

Comprovação de hospedagem e passagem de retorno

Na imigração, geralmente pedem o comprovante de hospedagem. A reserva precisa mostrar o endereço, datas de check-in e check-out, além do nome do hóspede.

Se você vai ficar na casa de alguém, precisa levar uma carta-convite em inglês, com nome, endereço e telefone do anfitrião, além de uma cópia de um documento dele.

Uma passagem de retorno ao Brasil é obrigatória. Caso você vá para outro país, como o Canadá ou México, é necessário comprovar a saída. Reservas canceláveis podem ser usadas, mas a imigração pode checar a validade.

Comprovantes de vacinação e saúde exigidos

Desde maio de 2023, os EUA não exigem mais comprovante de vacinação contra COVID-19. Testes também não são mais necessários.

A vacina contra febre amarela não é exigida se você entrar direto nos EUA. Mas, se passar por um país que exige, é bom ter o certificado internacional.

Se você tiver alguma condição médica, leve receitas em inglês. Medicamentos controlados precisam de prescrição traduzida.

Documentações complementares e recomendações

Preencha o formulário 6059B (Declaração de Alfândega) durante o voo ou antes da chegada. Esse documento é necessário para declarar valores em dinheiro e mercadorias.

Se você levar mais de 10.000 dólares em dinheiro, cheques ou equivalentes, é obrigatória a declaração. Ignorar isso pode causar problemas sérios.

O seguro viagem não é obrigatório, mas é muito recomendado, já que o sistema de saúde americano é caro. Uma simples consulta pode custar centenas de dólares.

Documentos que comprovem seu trabalho, como carteira ou carta da empresa, podem ser solicitados. Estudantes devem levar declaração de matrícula.

E não esqueça de levar uma caneta para preencher os formulários durante o voo, já que as companhias aéreas normalmente não fornecem. É melhor garantir a sua!

Sobre o autor: Mauricio Nakamura

Administrador de empresas, formado em administração pela Universidade Federal do Paraná, Maurício Nakamura começou sua carreira sendo estagiário em uma empresa de contabilidade. Apaixonado por escrever, ele se dedica em ser um dos editores chefe do site STE (Setor Energético), onde pode ensinar outros aspirantes à arte de se especializar no mundo da administração.

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