Na última segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026, o dólar comercial fechou em R$ 5,1878, registrando uma queda de 0,62% e atingindo seu menor valor desde maio de 2024. Este movimento no câmbio ocorreu em um contexto de forte desempenho do mercado acionário brasileiro, onde o Ibovespa, principal índice da bolsa, avançou 1,80%, alcançando um novo recorde de 186.241 pontos.
A desvalorização do dólar foi impulsionada por notícias de que reguladores chineses estão aconselhando os bancos do país a reduzir seus investimentos em Treasuries, títulos do Tesouro americano. Essa informação, divulgada pela Bloomberg News, reforçou a percepção de que investidores estrangeiros estão se afastando de ativos dos Estados Unidos e buscando alternativas em economias emergentes como o Brasil.
O cenário externo também foi impactado por declarações do assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, que indicou que o crescimento do emprego nos EUA poderá desacelerar nos próximos meses. Essa possibilidade abre espaço para o Federal Reserve considerar cortes nas taxas de juros, o que poderia influenciar ainda mais o fluxo de capitais para mercados como o brasileiro.
Além disso, em um evento da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, comentou sobre a situação do Banco Master. Ele destacou que a comoção em torno do caso foi desproporcional ao tamanho da instituição e afirmou que a política de juros está passando por uma calibragem. Galípolo também enfatizou que as sinalizações de cortes de juros a partir de março não devem ser vistas como uma derrota na luta contra a inflação.
O Boletim Focus, divulgado recentemente, traz boas notícias para os investidores, com uma nova queda na projeção de inflação para 2026, agora estimada em 3,97%. Essa redução é uma continuidade das revisões feitas pelo mercado financeiro, que já esperava uma taxa de 3,99% anteriormente. A expectativa para a Selic, atualmente em 15% ao ano, é de que caia para 12,25% até o final de 2026.
No que diz respeito aos resultados corporativos, o BTG Pactual reportou um lucro líquido ajustado de R$ 4,6 bilhões no quarto trimestre de 2025, representando um crescimento de 40,3% em relação ao ano anterior. Este desempenho positivo foi acompanhado por um aumento nas receitas, que totalizaram R$ 9,1 bilhões.
Enquanto isso, o cenário político internacional também teve destaque, com a eleição de António José Seguro como novo presidente de Portugal e a consolidação do Partido Liberal Democrata no Japão, liderado pela primeira-ministra Sanae Takaichi. Ambas as eleições indicam uma tendência de apoio a líderes moderados em meio a uma crescente polarização política.
Em resumo, o fechamento do dólar a R$ 5,1878 e o recorde do Ibovespa refletem um ambiente econômico que, apesar das incertezas internacionais, mostra sinais de otimismo e confiança no mercado brasileiro. As intervenções do Banco Central e as expectativas de cortes na taxa de juros podem continuar a influenciar positivamente a economia nos próximos meses.

