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Novo exame obrigatório para CNH deixa brasileiros atentos às regras e a quem será impactado por elas; entenda melhor.

Se você está pensando em tirar sua primeira CNH nas categorias A (moto) ou B (carro), ou já está em processo, fique ligado. Um novo exame toxicológico pode ser exigido, caso um Projeto de Lei seja aprovado logo.

Atualmente, esse exame é obrigatório apenas para motoristas profissionais das categorias C, D e E. Com as mudanças, motoristas que desejam habilitação também vão precisar passar pelo teste, trazendo ajustes importantes para quem quer dirigir.

Essa nova regra, que está aguardando a sanção do presidente, pode aumentar bastante a quantidade de exames realizados no Brasil. Isso gera discussões sobre os custos e o impacto que isso trará para quem busca a primeira habilitação.

Mas o que é esse exame, como ele é feito? Quais substâncias ele verifica? E por que ele agora será obrigatório para quem quer a CNH A e B? Neste texto, vamos explicar tudo sobre esse exame, como funciona, o que vai ser necessário e quais podem ser as consequências para o sistema de habilitação no país.

O que é o exame toxicológico e como ele funciona?

O exame toxicológico é um teste que identifica o uso de drogas psicoativas, como cocaína, maconha, anfetaminas e opiáceos, nos motoristas. O objetivo é garantir que eles não estejam sob efeito de substâncias que possam prejudicar a direção.

A Lei 14.071/2020 já exige o exame para motoristas de categorias C, D e E. Com a nova proposta, essa exigência vai se estender para quem busca a primeira habilitação nas categorias A e B.

O procedimento do exame é simples. É feita a coleta de amostras de cabelo ou pelos, que ajudam a identificar se houve uso de substâncias nos últimos 90 a 180 dias. A coleta deve ser feita em locais específicos, onde a amostra é lacrada na presença do doador e enviada para análise. Se houver detecção de drogas, o motorista pode ficar sem a CNH.

Substâncias mais comuns detectadas no exame

O exame toxicológico busca identificar várias substâncias que podem comprometer a segurança no trânsito. As principais drogas que ele detecta são:

  1. Cocaína: Comum em testes, é muito viciante e prejudica as habilidades motoras.
  2. Opiáceos: Como morfina e heroína, alteram a percepção e o tempo de reação.
  3. Anfetaminas: Aumentam a concentração, mas também podem causar comportamentos arriscados.
  4. Maconha: Mesmo com a legalização em alguns lugares, seu uso é proibido para motoristas no Brasil.

Essas substâncias prejudicam a capacidade de reação do motorista, aumentando o risco de acidentes. Por isso, o exame é importante para garantir que eles estejam dirigindo em condições seguras.

O impacto da lei e a demanda pelo exame toxicológico

O Projeto de Lei 3965/21, que aguarda a sanção presidencial, pode aumentar a demanda por exames toxicológicos no Brasil. Se aprovado, estima-se um aumento de até 60% no número de testes realizados por mês.

Essa mudança pode ter um impacto direto na indústria de exames e nos custos para quem está tirando a primeira habilitação. Com mais pessoas realizando esses testes, a procura por laboratórios vai crescer, e os motoristas precisam estar cientes dos gastos envolvidos.

Além disso, essa exigência pode aumentar o tempo e o custo para obter a CNH, pois os candidatos terão que fazer o exame antes de receberem a habilitação.

Quais são as consequências de não passar no exame toxicológico?

Se o motorista não passar no exame toxicológico, ele não vai conseguir obter a CNH. Um resultado positivo para substâncias psicoativas impede a concessão da habilitação, gerando frustração para quem está ansioso para dirigir.

A boa notícia é que o motorista pode refazer o exame depois, desde que sua saúde e hábitos em relação ao uso de substâncias mudem. Se o exame for feito após a emissão da CNH e o motorista for pego dirigindo sob efeito de drogas, ele pode enfrentar penalidades mais severas, como multa e até suspensão da habilitação, dependendo da gravidade do caso.

Sobre o autor: Mauricio Nakamura

Administrador de empresas, formado em administração pela Universidade Federal do Paraná, Maurício Nakamura começou sua carreira sendo estagiário em uma empresa de contabilidade. Apaixonado por escrever, ele se dedica em ser um dos editores chefe do site STE (Setor Energético), onde pode ensinar outros aspirantes à arte de se especializar no mundo da administração.

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