06/02/2026
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Elizabeth Smart: Documentário da Netflix com 100% no Rotten Tomatoes

Elizabeth Smart: Documentário da Netflix com 100% no Rotten Tomatoes

O novo documentário da Netflix, Kidnapped: Elizabeth Smart, tem atraído a atenção do público e da crítica, alcançando uma notável pontuação perfeita de 100% no Tomatômetro do Rotten Tomatoes. O filme, lançado em 21 de janeiro, oferece a Elizabeth Smart a oportunidade de narrar sua angustiante experiência de sequestro aos 14 anos, permitindo que o público compreenda não apenas os horrores que enfrentou, mas também sua resiliência e determinação em se tornar uma defensora da segurança infantil.

No dia 5 de junho de 2002, Elizabeth foi sequestrada à força em sua casa em Salt Lake City, enquanto sua irmã mais nova, Mary Katherine, estava presente. Durante os nove meses em que esteve em cativeiro, Elizabeth foi mantida sob a custódia de Brian David Mitchell e sua esposa, Wanda Barzee, que a abusaram e aterrorizavam. O documentário explora esses momentos sombrios e as consequências psicológicas que Elizabeth enfrentou.

O filme destaca a luta da família Smart, que nunca perdeu a esperança de encontrar Elizabeth, mesmo quando o público começou a desistir. Mary Katherine, que reconheceu a voz do sequestrador como alguém que havia trabalhado na casa da família, desempenhou um papel crucial na investigação. Após meses de busca, Elizabeth foi finalmente encontrada, e seus sequestradores foram identificados e condenados. Mitchell cumpre pena de prisão perpétua, enquanto Barzee foi liberada em 2018 após cumprir uma sentença de 15 anos.

As críticas ao documentário têm sido amplamente positivas, com muitos elogiando a coragem de Smart em compartilhar sua história. A jornalista Lucy Mangan, do The Guardian, ressaltou a mensagem de desassociação da vergonha que permeia o relato de Elizabeth. “Ela explica de forma clara sua extraordinária dor e os efeitos psicológicos do medo intenso nas mãos de um homem violento e sua cúmplice, e coloca a responsabilidade de volta em Mitchell”, escreveu Mangan.

Além disso, Glenn Kenny, do The New York Times, destacou a força emocional da narrativa de Smart. Ele descreveu sua testificação em câmera como devastadora, com Elizabeth expressando a esperança de que, se conseguisse resistir, alguém a salvaria. “É comovente. Mas sua resiliência e um humor surpreendente também se destacam. O fato de sua vida ter voltado ao normal, com um marido e filhos, acrescenta outra dimensão ao seu milagre”, afirmou Kenny.

Atualmente, Elizabeth Smart, agora com 38 anos e mãe de três filhos, se dedica ativamente à defesa dos direitos das crianças e à conscientização sobre segurança. Sua participação no documentário é vista como uma forma de retomar o controle sobre sua narrativa e transformar um evento traumático em uma mensagem de esperança e superação.

Com um enfoque na força da vítima e no impacto de sua história, Kidnapped: Elizabeth Smart não apenas reconta um crime que chocou o país, mas também serve como um testemunho da resiliência humana e da capacidade de recuperação diante da adversidade.

Sobre o autor: Mauricio Nakamura

Administrador de empresas, formado em administração pela Universidade Federal do Paraná, Maurício Nakamura começou sua carreira sendo estagiário em uma empresa de contabilidade. Apaixonado por escrever, ele se dedica em ser um dos editores chefe do site STE (Setor Energético), onde pode ensinar outros aspirantes à arte de se especializar no mundo da administração.

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