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Fratura no quadril precisa de cirurgia: quando é indicada

Mauricio Nakamura
Mauricio Nakamura EM 2 DE JANEIRO DE 2026, ÀS 07:31
Fratura no quadril precisa de cirurgia: quando é indicada
Fratura no quadril precisa de cirurgia: quando é indicada

Levar um familiar ou amigo ao hospital depois de uma queda gera uma pergunta imediata: a fratura no quadril precisa de cirurgia?

Nem sempre a resposta é óbvia. Muitas pessoas ficam inseguras sobre a urgência, o tipo de procedimento e as chances de voltar a andar sem dor.

Este texto explica, de forma direta, quando a cirurgia é indicada, quais exames ajudam na decisão e o que esperar na recuperação.

Vamos usar exemplos práticos e passos objetivos para você saber como agir em diferentes cenários. No final, terá dicas para conversar com o médico e acelerar a recuperação quando a operação for necessária.

O que este artigo aborda:

O que é uma fratura no quadril

Fratura no quadril é uma expressão comum para fraturas na região proximal do fêmur, próxima à articulação do quadril.

Em idosos, geralmente ocorre após quedas em pé. Em jovens, costuma ser resultado de trauma de alta energia, como acidentes de trânsito.

Os tipos mais comuns são fratura do colo femoral e fratura trocantérica. Cada tipo tem comportamento diferente e isso influencia se a fratura no quadril precisa de cirurgia.

Fatores que definem se a fratura no quadril precisa de cirurgia

Nem toda fratura exige operação, mas há sinais claros que tornam a cirurgia a melhor opção. O médico avalia o tipo de fratura, o deslocamento dos fragmentos e o estado geral do paciente.

  • Deslocamento ósteo: quando os fragmentos estão fora de posição, a cirurgia geralmente é indicada para alinhar os ossos.
  • Tipo da fratura: fraturas intracapsulares deslocadas frequentemente exigem prótese ou fixação interna.
  • Idade e funcionalidade: idosos com mobilidade reduzida têm risco maior de complicações se ficarem deitados por muito tempo, o que favorece a cirurgia.
  • Condições médicas associadas: problemas cardíacos, respiratórios ou uso de anticoagulantes influenciam o momento e o tipo de cirurgia.
  • Risco de necrose: fraturas no colo femoral podem comprometer o suprimento sanguíneo da cabeça femoral, o que muitas vezes leva à indicação cirúrgica.

Exames que ajudam na decisão

O primeiro exame é o raio-X. Ele mostra o tipo de fratura e o deslocamento. Em casos complexos, faz-se tomografia para detalhar a peça óssea.

A avaliação clínica também é essencial: dor, incapacidade de apoiar o membro e sinais de choque ou sangramento complicam a situação.

A partir desses dados, a equipe define se a fratura no quadril precisa de cirurgia imediatamente ou se pode aguardar estabilização.

Opções cirúrgicas e quando cada uma é usada

Existem basicamente três abordagens cirúrgicas para fratura no quadril. A escolha depende do tipo de fratura, da idade e da qualidade óssea.

  • Fixação interna: para fraturas sem grande destruição da articulação. Usa parafusos e placas para estabilizar o osso.
  • Hemiartroplastia: troca da cabeça femoral por uma prótese. Indicada em idosos com fratura do colo e risco de necrose.
  • Artroplastia total: substituição completa da articulação. Recomendada quando há artrose associada ou fraturas muito deformantes.

Como é a decisão na prática

Imagine um idoso que caiu em casa e não consegue levantar. O raio-X mostra fratura do colo femoral com deslocamento.

O risco de necrose é alto e a mobilidade do paciente era limitada antes da queda. Nesse caso, a equipe frequentemente indica prótese (hemi ou total) para permitir marcha precoce.

Já um adulto jovem com fratura trocantérica após acidente pode receber fixação interna, visando reconstrução e preservação do próprio osso.

Riscos e benefícios da cirurgia

A cirurgia visa reduzir dor, permitir deambulação precoce e evitar complicações da imobilização, como trombose e pneumonia. Em muitos pacientes, isso se traduz em maior chance de voltar à independência.

Como todo procedimento, há riscos: infecção, trombose venosa, afrouxamento da prótese e necessidade de reoperação. O time médico discute essas possibilidades antes do procedimento.

Recuperação e reabilitação

O tempo de internação varia, mas a tendência atual é mobilizar o paciente nas primeiras 24 a 48 horas sempre que possível. A fisioterapia é peça-chave para recuperação da marcha e força muscular.

Algumas recomendações práticas:

  1. Inicio precoce: levantar e caminhar com auxílio assim que o médico liberar.
  2. Fisioterapia contínua: sessões diárias no início e exercícios domiciliares depois.
  3. Controle da dor: medicamente adequado para permitir participação ativa na reabilitação.

Perguntas frequentes

Quanto tempo até voltar a andar?

Depende do procedimento e da condição prévia do paciente. Muitos pacientes andam com apoio na primeira semana, mas a recuperação completa da força pode levar meses.

Toda fratura do quadril precisa de prótese?

Não. Algumas fraturas fechadas e sem deslocamento podem ser tratadas sem prótese, com fixação ou até conservadoramente em casos selecionados.

Quais sinais indicam que a cirurgia é urgente?

Incapacidade completa de apoiar a perna, dor intensa que não alivia, sinais de comprometimento circulatório ou fraturas expostas são motivos para intervenção rápida.

Como escolher o profissional certo

Procure um especialista com experiência em cirurgia do quadril e reabilitação pós-operatória. Uma conversa clara sobre riscos, alternativas e expectativas reduz a ansiedade e melhora a adesão ao tratamento.

Se precisar de indicação, considere falar com um cirurgião especialista em prótese de quadril para avaliação personalizada e planejamento do melhor tratamento.

Passo a passo após a confirmação da cirurgia

  1. Estabilização: corrigir sinais vitais e controlar a dor antes da cirurgia.
  2. Exames pré-operatórios: sangue, eletrocardiograma e imagem para planejar o procedimento.
  3. Cirurgia: fixação ou substituição articular conforme indicado.
  4. Pós-operatório imediato: controle de dor, prevenção de trombose e início da mobilização.
  5. Reabilitação: fisioterapia e acompanhamento com equipe multidisciplinar.

Conclusão

Decidir se a fratura no quadril precisa de cirurgia envolve análise do tipo de fratura, deslocamento, idade, comorbidades e objetivo funcional.

A cirurgia costuma ser indicada quando há deslocamento, risco de necrose ou quando a imobilização traria mais riscos ao paciente.

Converse com a equipe médica, peça explicações sobre alternativas e plano de reabilitação. Se houver dúvida sobre a técnica ou indicação, buscar uma segunda opinião é válido.

Use as orientações deste texto para fazer perguntas objetivas ao médico e aplicar as dicas na recuperação.

Imagem: canva.com

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