10/02/2026
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Greve no Metrô: Assembleia Rejeita Plano de Carreira e Declara Estado de Greve

Greve no Metrô: Assembleia Rejeita Plano de Carreira e Declara Estado de Greve

Em uma assembleia realizada no dia 4 de fevereiro de 2026, os trabalhadores do Metrô decidiram, por unanimidade, rejeitar o atual Plano de Carreira proposto pela empresa. De forma contundente, a categoria decretou estado de greve, como resposta à recusa da administração em abrir negociações sobre questões fundamentais que afetam diretamente as condições de trabalho e os direitos dos funcionários.

Os principais pontos de discórdia incluem a demanda pelo pagamento dos STEPS PARA TODOS, a oposição à terceirização dos serviços de manutenção e a exigência de que futuras contratações sejam realizadas através de concurso público. A assembleia foi um reflexo do descontentamento generalizado com o que os trabalhadores consideram um autoritarismo por parte da direção do Metrô, que ignora as necessidades e reivindicações da categoria.

Os trabalhadores acreditam que a implementação de um Plano de Carreira justo e transparente é crucial para a manutenção do Metrô como um serviço público de qualidade, e não como uma empresa privada. Durante a assembleia, ficou claro que o mero boicote ao novo plano não é suficiente e que a mobilização deve ser ampliada. Para isso, foi decidido que os trabalhadores usarão a camiseta de campanha entre os dias 10 e 12 de fevereiro, como forma de demonstrar unidade e pressão por suas demandas.

Um ponto importante a ser abordado nas negociações inclui o fim do limite de 1% da folha de pagamento para o pagamento dos STEPS. Essa restrição, presente tanto no Plano antigo quanto no novo, é vista como um obstáculo para a efetivação de melhorias salariais prometidas pela empresa. Além disso, os trabalhadores exigem a eliminação do critério de “análise comportamental” para promoções e concursos, que pode ser interpretado como um fator discriminatório e pouco claro.

Outro ponto levantado é a necessidade de garantir oportunidades justas para os Oficiais de Manutenção, através da realização de concursos internos para cargos como encarregado, técnico e supervisor. Os trabalhadores também pedem o retorno da nota de corte dos concursos para 6,5, desvinculando-a das metas gerais por gerência e diretoria, o que, segundo eles, permitiria um processo mais justo e transparente.

Com uma nova assembleia marcada para o dia 11 de fevereiro, a expectativa é de que os trabalhadores se mobilizem ainda mais, reforçando a necessidade de diálogo entre a categoria e a empresa. O estado de greve é um indicativo da determinação dos trabalhadores em lutar por seus direitos e por um futuro mais justo dentro da organização.

À medida que a situação se desenrola, a pressão sobre a administração do Metrô aumenta, e a categoria aguarda uma resposta que atenda suas necessidades e preocupações. O desfecho deste impasse poderá ter implicações significativas não apenas para os trabalhadores, mas também para a qualidade do serviço prestado à população.

Sobre o autor: Mauricio Nakamura

Administrador de empresas, formado em administração pela Universidade Federal do Paraná, Maurício Nakamura começou sua carreira sendo estagiário em uma empresa de contabilidade. Apaixonado por escrever, ele se dedica em ser um dos editores chefe do site STE (Setor Energético), onde pode ensinar outros aspirantes à arte de se especializar no mundo da administração.

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