O instituto Datafolha realiza uma nova pesquisa de intenção de voto para a Presidência da República entre terça-feira e quinta-feira desta semana. Este será o primeiro levantamento feito desde que Ronaldo Caiado foi oficializado como candidato do PSD e também o primeiro após o término do prazo de desincompatibilização de cargos. A divulgação dos resultados está marcada para o próximo sábado, dia 11.
A pesquisa ouvirá 2.004 eleitores de forma presencial em todo o país. O trabalho foi encomendado pelo jornal Folha de S. Paulo, por meio da Folha da Manhã, com um custo de R$ 307,6 mil. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
O estudo servirá para avaliar, a menos de seis meses da eleição, se o ex-presidente Lula mantém uma tendência de queda em suas avaliações e se Flávio Bolsonaro continua apresentando um crescimento moderado. Outro ponto observado será se a oficialização da candidatura de Caiado alterou seus índices, que até então eram baixos nas pesquisas do Datafolha.
O questionário começa perguntando se o eleitor já definiu seu voto para governador e em quem votaria para presidente, com resposta espontânea. Na sequência, o entrevistador apresenta uma lista com sete nomes: Lula, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Renan Santos, Aldo Rebelo e Cabo Daciolo, repetindo a pergunta sobre a intenção de voto.
Logo depois, a pesquisa mede o grau de conhecimento do eleitor sobre cada um desses candidatos. Em seguida, para cada nome listado, o entrevistado deve indicar em qual ou quais “não votaria de jeito nenhum”.
O Datafolha também testa três cenários possíveis para um eventual segundo turno: Lula versus Flávio Bolsonaro, Lula versus Caiado e Lula versus Zema.
Outro tópico do levantamento é aferir a aprovação do governo Lula e investigar se o chamado Caso Master afeta mais políticos de direita, de esquerda, do centro ou a todos igualmente.
O Supremo Tribunal Federal terá uma parte dedicada na pesquisa. O instituto vai medir o conhecimento da população sobre cada um dos dez ministros, avaliar se a corte tem “poder demais” e também se é considerada “essencial para proteger a democracia”.
A pesquisa Datafolha é um dos principais termômetros da corrida presidencial e seus resultados são aguardados por partidos e pelo mercado. As informações coletadas ajudarão a compor o panorama político nacional às vésperas do período oficial de campanha eleitoral.
