21/01/2026
STE News»Notícias»Quantos orelhões ainda existem na sua cidade? Descubra!

Quantos orelhões ainda existem na sua cidade? Descubra!

Quantos orelhões ainda existem na sua cidade? Descubra!

O orelhão, um ícone da comunicação pública no Brasil, tem sua história marcada pela inovação e pela cultura nacional. Criado pela arquiteta chinesa Chu Ming Silveira nos anos 1970, o aparelho se tornou um símbolo da urbanidade brasileira, refletindo as necessidades de comunicação de uma sociedade em transformação. Entretanto, com a evolução tecnológica e a popularização dos celulares, a presença desse equipamento nas ruas brasileiras está prestes a diminuir significativamente.

A partir de janeiro, aproximadamente 38 mil orelhões ainda em funcionamento no país serão retirados. Essa decisão marca o fim de uma era, uma vez que os orelhões já foram um dos principais meios de comunicação para aqueles que não possuíam telefone fixo ou móvel. A criação de Chu Ming, com seu formato oval característico, não apenas ofereceu um serviço essencial, mas também se tornou uma parte importante da paisagem urbana, frequentemente associada a memórias e histórias de gerações.

A importância cultural do orelhão

Os orelhões não eram apenas aparelhos de telefonia; eles representavam um ponto de encontro e uma ferramenta de socialização. Durante as últimas décadas do século XX, quando o acesso à telefonia era limitado, esses telefones públicos se tornaram fundamentais para a comunicação entre amigos e familiares. Além disso, o orelhão passou a ser um espaço de troca de experiências, onde as pessoas se reuniam para compartilhar informações e novidades.

O design e a funcionalidade do orelhão foram adaptados ao longo dos anos, mas sua essência permaneceu. O aparelho resistiu a várias mudanças tecnológicas, como a chegada das mensagens de texto e, posteriormente, dos smartphones. No entanto, o aumento no uso de celulares e o avanço da tecnologia de comunicação tornaram os orelhões cada vez menos necessários.

A transição para a era digital

Com a decisão de desativar os orelhões, o Brasil se alinha a uma tendência global de eliminação de telefones públicos. Em várias partes do mundo, o uso de telefones públicos diminuiu drasticamente, refletindo a evolução dos hábitos de consumo e comunicação. A sociedade atual, cada vez mais conectada, depende de dispositivos móveis que oferecem uma gama de serviços e aplicativos que vão muito além das chamadas de voz.

Embora a retirada dos orelhões represente o fim de um capítulo na história das telecomunicações brasileiras, é importante reconhecer a contribuição deste aparelho para a sociedade. Ele não só facilitou a comunicação, mas também simbolizou a modernização e o crescimento das cidades. Para muitos brasileiros, o orelhão é mais que um simples dispositivo: é um símbolo de uma época em que a comunicação era feita de maneira mais direta e, muitas vezes, mais pessoal.

Considerações finais

Com a desativação dos orelhões, o Brasil se despede de um ícone de sua história. Chu Ming Silveira, ao criar o orelhão, deixou um legado que perdurou por décadas. Agora, enquanto os últimos aparelhos são retirados das ruas, fica a reflexão sobre como a tecnologia continua a transformar a forma como nos comunicamos e interagimos. O orelhão pode estar em seu crepúsculo, mas suas memórias e a importância cultural permanecerão vivas na história do Brasil.

Sobre o autor: Mauricio Nakamura

Administrador de empresas, formado em administração pela Universidade Federal do Paraná, Maurício Nakamura começou sua carreira sendo estagiário em uma empresa de contabilidade. Apaixonado por escrever, ele se dedica em ser um dos editores chefe do site STE (Setor Energético), onde pode ensinar outros aspirantes à arte de se especializar no mundo da administração.

Ver todos os posts →