O Seattle Seahawks enfrenta uma decisão crucial em relação ao futuro do quarterback Sam Darnold, que levou a equipe ao Super Bowl neste domingo, 8 de fevereiro. Embora a temporada tenha sido marcada por um desempenho sólido, a possibilidade de cortar Darnold após o grande jogo levanta questões sobre a gestão financeira da equipe.
Darnold, que foi contratado há menos de um ano, tem se mostrado um fator importante para a conquista do recorde de 14-3 da equipe. No entanto, sua declaração após a vitória por 31-27 sobre o Los Angeles Rams revela um senso de autocrítica. “Eu não joguei meu melhor futebol”, disse Darnold, destacando a necessidade de continuar evoluindo apesar do sucesso. “Obviamente, temos muito trabalho a fazer, mas os caras naquele vestiário merecem uma vitória como essa”, acrescentou.
A questão sobre a continuidade de Darnold na equipe é complexa. De acordo com os analistas da ESPN, Jeremy Fowler e Dan Graziano, o quarterback possui um bônus de roster de US$ 15 milhões que se tornará garantido em 13 de fevereiro, além de um salário de US$ 2,5 milhões para 2026. A estrutura rígida de contratos dos Seahawks e a política da equipe de não garantir dinheiro fora do primeiro ano complicam a situação, pois Darnold só teve garantido um bônus de assinatura de US$ 32 milhões e US$ 5,5 milhões em salários e bônus de 2025.
Os Seahawks têm uma decisão a tomar logo após o Super Bowl. Se a equipe decidir que Darnold não atende às suas expectativas, ela poderá cortá-lo antes do prazo de 13 de fevereiro, sem precisar pagar mais nada. Essa possibilidade pode parecer absurda, especialmente considerando que Darnold levou a equipe ao campeonato, mas é uma realidade no competitivo cenário da NFL.
Apesar das incertezas, Fowler e Graziano indicam que é improvável que a equipe opte por cortar Darnold, especialmente devido ao seu desempenho em levar os Seahawks ao Super Bowl. “É um não-brainer”, afirmam os analistas, sugerindo que a equipe estaria disposta a pagar o bônus de roster e o restante do salário não garantido, que totalizaria US$ 27,5 milhões para 2026.
Entretanto, a hesitação dos Seahawks em estender contratos de jogadores que ainda possuem dois anos restantes pode influenciar a decisão sobre Darnold. A situação reflete a complexidade da administração de elenco na NFL, onde as expectativas e as realidades financeiras muitas vezes colidem.
Com o Super Bowl se aproximando, a atenção se volta não apenas para o desempenho de Darnold em campo, mas também para as implicações financeiras e contratuais que podem moldar o futuro da franquia. À medida que a equipe busca a vitória no maior palco do futebol americano, a administração de suas estrelas e o gerenciamento de contratos continuarão sendo um tema central nas discussões pós-jogo.

