O Super Bowl é sempre um evento que gera grande expectativa, e a edição deste ano não é diferente. O confronto entre os Seattle Seahawks e o New England Patriots traz à tona uma das histórias mais memoráveis e controversas da história do futebol americano: a interceptação de Malcolm Butler em 2015, que selou a vitória dos Patriots sobre os Seahawks. No entanto, apesar da carga emocional que essa partida carrega, os atuais jogadores e a comissão técnica dos Seahawks insistem que não estão focados em vingança.
Na contagem regressiva para o grande jogo, que ocorrerá no próximo domingo, 12 de fevereiro, tanto os Seahawks quanto os Patriots se preparam intensamente. Malcolm Butler, que se aposentou e agora faz aparições em eventos, está presente na Bay Area e é inevitável que suas memórias da final de 2015 venham à tona. Para muitos torcedores de Seattle, a lembrança do momento em que Butler interceptou um passe de Russell Wilson ainda é dolorosa. A jogada, que ocorreu a poucos metros da linha de gol, resultou em uma vitória por 28 a 24 para os Patriots e, desde então, é relembrada como uma das defesas mais dramáticas da história do Super Bowl.
Butler, que agora tem 35 anos, falou sobre o impacto daquela jogada em sua vida, mencionando que a lembrança permanece viva todos os dias. Ele ainda possui a caminhonete que recebeu como prêmio de MVP da Super Bowl, um presente de Tom Brady. “Quando eu vou levar meu lixo para fora, olho para a minha caminhonete e penso: ‘Mano, você fez algo incrível’”, comentou Butler em uma entrevista.
No entanto, a atual equipe dos Seahawks não está disposta a se deixar levar por esse passado. O treinador Mike Macdonald destacou que a equipe não tem discutido a interceptação de Butler e enfatizou que o foco está em conquistar o título. “Não falamos sobre isso uma vez. E não é por falta de respeito pela nossa história. Estamos realmente concentrados neste jogo”, afirmou Macdonald.
Patrick O’Connell, linebacker dos Seahawks e natural de Montana, também reconheceu a memória da partida de 2015, mas sublinhou que para os jogadores atuais, o que aconteceu naquele jogo é passado. Embora tenha se lembrado claramente de onde assistiu àquela final e de como se sentiu após a derrota, O’Connell enfatizou que a equipe está mais preocupada em conquistar o Lombardi Trophy do que em buscar uma espécie de “vingança” por um jogo que ocorreu há quase uma década.
Cooper Kupp, outro jogador dos Seahawks, também falou sobre o impacto duradouro da interceptação de Butler, embora não se lembre exatamente de onde estava no momento. “Foi uma jogada e um momento incríveis na história do Super Bowl. Isso vai ser lembrado por muito tempo”, disse Kupp.
À medida que o Super Bowl se aproxima, a narrativa está se afastando das rivalidades do passado. O foco agora é no presente e na oportunidade de cada equipe de conquistar o título. A partida promete ser um espetáculo, independentemente das rivalidades históricas e das narrativas de vingança que possam cercá-la.

