09/02/2026
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Super Bowl 49: Seahawks Ignoram Rivalidade em Jogo de Vingança

Super Bowl 49: Seahawks Ignoram Rivalidade em Jogo de Vingança

O Super Bowl é sempre um evento que gera grande expectativa, e a edição deste ano não é diferente. O confronto entre os Seattle Seahawks e o New England Patriots traz à tona uma das histórias mais memoráveis e controversas da história do futebol americano: a interceptação de Malcolm Butler em 2015, que selou a vitória dos Patriots sobre os Seahawks. No entanto, apesar da carga emocional que essa partida carrega, os atuais jogadores e a comissão técnica dos Seahawks insistem que não estão focados em vingança.

Na contagem regressiva para o grande jogo, que ocorrerá no próximo domingo, 12 de fevereiro, tanto os Seahawks quanto os Patriots se preparam intensamente. Malcolm Butler, que se aposentou e agora faz aparições em eventos, está presente na Bay Area e é inevitável que suas memórias da final de 2015 venham à tona. Para muitos torcedores de Seattle, a lembrança do momento em que Butler interceptou um passe de Russell Wilson ainda é dolorosa. A jogada, que ocorreu a poucos metros da linha de gol, resultou em uma vitória por 28 a 24 para os Patriots e, desde então, é relembrada como uma das defesas mais dramáticas da história do Super Bowl.

Butler, que agora tem 35 anos, falou sobre o impacto daquela jogada em sua vida, mencionando que a lembrança permanece viva todos os dias. Ele ainda possui a caminhonete que recebeu como prêmio de MVP da Super Bowl, um presente de Tom Brady. “Quando eu vou levar meu lixo para fora, olho para a minha caminhonete e penso: ‘Mano, você fez algo incrível’”, comentou Butler em uma entrevista.

No entanto, a atual equipe dos Seahawks não está disposta a se deixar levar por esse passado. O treinador Mike Macdonald destacou que a equipe não tem discutido a interceptação de Butler e enfatizou que o foco está em conquistar o título. “Não falamos sobre isso uma vez. E não é por falta de respeito pela nossa história. Estamos realmente concentrados neste jogo”, afirmou Macdonald.

Patrick O’Connell, linebacker dos Seahawks e natural de Montana, também reconheceu a memória da partida de 2015, mas sublinhou que para os jogadores atuais, o que aconteceu naquele jogo é passado. Embora tenha se lembrado claramente de onde assistiu àquela final e de como se sentiu após a derrota, O’Connell enfatizou que a equipe está mais preocupada em conquistar o Lombardi Trophy do que em buscar uma espécie de “vingança” por um jogo que ocorreu há quase uma década.

Cooper Kupp, outro jogador dos Seahawks, também falou sobre o impacto duradouro da interceptação de Butler, embora não se lembre exatamente de onde estava no momento. “Foi uma jogada e um momento incríveis na história do Super Bowl. Isso vai ser lembrado por muito tempo”, disse Kupp.

À medida que o Super Bowl se aproxima, a narrativa está se afastando das rivalidades do passado. O foco agora é no presente e na oportunidade de cada equipe de conquistar o título. A partida promete ser um espetáculo, independentemente das rivalidades históricas e das narrativas de vingança que possam cercá-la.

Sobre o autor: Mauricio Nakamura

Administrador de empresas, formado em administração pela Universidade Federal do Paraná, Maurício Nakamura começou sua carreira sendo estagiário em uma empresa de contabilidade. Apaixonado por escrever, ele se dedica em ser um dos editores chefe do site STE (Setor Energético), onde pode ensinar outros aspirantes à arte de se especializar no mundo da administração.

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