O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta terça-feira, 14 de abril de 2026, abrir um processo disciplinar contra o ministro Marco Buzzi. Ele é alvo de denúncias de importunação sexual, mas nega as acusações.
O plenário da corte analisou o relatório de uma sindicância interna. Esse documento concluiu pela gravidade dos fatos imputados ao ministro. O mesmo relatório também defende a manutenção do afastamento de Buzzi até o encerramento total do caso.
Em nota, a defesa do magistrado afirmou que recebeu a decisão com serenidade. Disse ainda que, a partir de agora, terá as condições necessárias para mostrar que todas as acusações são infundadas. A defesa argumenta que as alegações estão desacompanhadas de provas mínimas e devem ser refutadas ao final do processo.
Além da sindicância interna no STJ, o ministro também é alvo de uma apuração no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Paralelamente, corre um inquérito no Supremo Tribunal Federal, que foi aberto nesta terça pelo ministro Nunes Marques.
Em manifestações enviadas anteriormente à imprensa, a defesa de Buzzi tem sustentado que ele não cometeu qualquer ato impróprio ao longo de sua trajetória. A defesa também reitera que as alegações apresentadas contra o ministro carecem de provas concretas.
O desdobramento no STJ marca uma nova fase formal na apuração das denúncias. A abertura do processo disciplinar segue o rito administrativo da casa para casos envolvendo seus ministros. O andamento do processo será acompanhado pela corregedoria do tribunal, que conduzirá as próximas etapas de instrução e julgamento.
